RETORNAR ÀS NOTÍCIAS - Marques Mendes revela que ritmo de transmissão já está no amarelo


06-04-2021 14:47h Vários

Luís Marques Mendes revelou, este domingo, que o valor do índice de transmissibilidade se encontra para lá do limite do Governo.

 

Este domingo à noite, no habitual espaço de comentário na SIC, Luís Marques Mendes começou por falar do alívio de restrições. Apesar de considerar que é um bom passo, não esconde a preocupação inerente a esta fase de desconfinamento.

“Primeiro porque a situação na Europa é má e nós não somos uma ilha na Europa. Também porque este período da Páscoa pode gerar mais contactos e potencialmente mais contágios. Só daqui a duas semanas veremos”, disse o comentador político, citado pelo Expresso.

Mas não ficou por aqui. “Sobretudo, pelo célebre fator R, que, segundo os dados da DGS reportados ao dia 1 de abril, ainda está em 0,97, mas segundo dados que tenho ao dia de hoje, o R para o Continente já está em 1“, revelou.

Marques Mendes deixou a nota de que tudo depende dos cidadãos para que as próximas fases de desconfinamento previstas não tenham de ser interrompidas.

Idade será critério na vacinação (mas com exceções)

O antigo líder do PSD disse que, na próxima fase de vacinação, e já depois de vacinadas todas as pessoas com 80 anos ou mais, o “critério principal” passará a ser o da idade com algumas exceções.

As “pessoas transplantadas, com doenças neuromusculares ou pessoas com doença oncológica ativa” vão ser prioritárias, disse, acrescentando ter apurado a informação junto da Direção-Geral da Saúde (DGS).

vacinação em massa arranca no dia 18 de abril, com inscrição feita de forma eletrónica no Portal da Saúde. As pessoas vão poder escolher a data e o ponto de vacinação onde querem ser vacinadas e quem não usar a plataforma será contactado pelos meios tradicionais.

O objetivo é “ter toda a população acima dos 65 anos vacinada até fim de maio” e, a partir desse mês, vacinarem-se 100 mil pessoas por dia.

Até ao momento, 1.280 milhões de pessoas receberam uma dose e 550 mil têm a vacinação completa. Nos próximos meses, a previsão aponta para 1,8 milhões de pessoas vacinadas no mês de abril e mais de 3 milhões em maio. As estimativas apontam que, até junho, o valor subirá para 9 milhões, revelou o comentador.

Costa tentou “beliscar” Marcelo

A alegada tensão entre Belém e São Bento também marcou o comentário deste domingo. Marques Mendes considera que era previsível que o Presidente promulgasse os diplomas referentes aos apoios sociais e que o Governo enviasse para o Tribunal Constitucional (TC), contrariando o Presidente da República.

“O problema é político. Acho que a relação entre o Presidente da República e o primeiro-ministro sofreu um beliscão forte esta semana. E não havia necessidade. O problema é que o primeiro-ministro decidiu afrontar, desafiar e tentar beliscar o Presidente da República”, resumiu o comentador, acrescentando que considera previsível que o TC diga que os diplomas são inconstitucionais.

“O primeiro-ministro decidiu fazer uma comunicação ao país para valorizar o confronto. Mas o pior foi o discurso que fez. Foi um discurso de críticas, indiretas e reparos ao Presidente da República. Não havia necessidade. Transformou isto num conflito e isto não é bom para ninguém”, disse o conselheiro de Estado, em relação ao anúncio feito por António Costa na quinta-feira, ao final da tarde, na residência oficial em São Bento.

Para o comentador, a questão da norma-travão “é um pretexto” e o “verdadeiro conflito é de poder”. António Costa “semeou ventos e vai colher tempestades”.

Por fim, Luís Marques Mendes afirmou que o Orçamento deverá ser uma manta de retalhos e que a relação do Governo com o Bloco de Esquerda (BE) e o PCP será mais difícil. “A relação vai ficar mais azeda entre Belém e São Bento”, rematou.

Liliana Malainho Liliana Malainho, ZAP //

05/04/2021