RETORNAR ÀS NOTÍCIAS - Marques Mendes aponta nomes para remodelação no Governo (e indica substituto de Costa)


02-08-2021 22:36h Vários

 

Para Marques Mendes, as novas medidas de desconfinamento impostas pelo Governo – e que já tinham sido parcialmente antecipadas por si na semana passada – são bastante “positivas”, destacando que este grande passo só é possível devido ao ritmo de vacinação acelerado em que Portugal se encontra.

Por outro lado, o antigo dirigente dos sociais democratas frisa que este avanço pode ser visto como “uma reconciliação” de posições entre o Presidente da República e o Governo, uma vez que Marcelo Rebelo de Sousa já tinha defendido várias vezes que o país deveria começar a desconfinar o quanto antes.

Com as novas medidas, que dão sobretudo mais liberdade aos restaurantes, bares e espaços comerciais, Marques Mendes acredita que estes setores ainda podem terminar o ano com uma boa recuperação económica.

Ainda sobre o estado da pandemia, o comentador frisou que adiar a abertura das discotecas, ainda que com limitações de entradas, é uma violência para os jovens e um erro para a saúde pública, já que as “festas selvagens” na rua são piores que festas controladas nas discotecas.

O segundo reparo recai sobre os idosos em lares, onde para Marques Mendes continua a ser praticada a saga da desumanidade.

Relativamente a um dos assuntos mais polémicos da semana, a vacinação de crianças, o comentador defende que este processo deveria chegar, de forma abrangente, aos mais novos e não só àqueles que apresentam comorbilidades – tal como sugere a Direção-Geral de Saúde (DGS).

Ainda assim, elogia a diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, que, segundo diz, mostrou independência ao não recomendar a vacinação universal abaixo dos 16 anos. Marques Mendes salientou que a decisão foi tomada “contra a pressão política, desde logo do Governo”.

Para finalizar o comentário sobre a vacinação em Portugal, Mendes referiu que já foram administradas 12,2 milhões de vacinas.

Remodelação no Governo

O Conselheiro de Estado avança que, terminado o Estado da Nação, o grande desafio para António Costa é a remodelação do Executivo.

O comentador prevê que ministros como Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação; Marta Temido, da Saúde; Ana Mendes Godinho; do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social; Pedro Nuno Santos, das Infraestruturas; e Alexandra Leitão, da Modernização Administrativa, não deverão fazer parte da lista de saída numa possível remodelação, ainda que muitos apostem nestes nomes.

Para Luís Marques Mendes, os mais prováveis a sair do Governo são Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna cuja saída diz ser inevitável; Francisca Van Dunem, da Justiça; Graça Fonseca, da Cultura; e Manuel Heitor, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Quanto ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva; o do mar,
Ricardo Serrão Santos; e a da Agricultura, Maia do Céu Antunes, poucas certezas há sobre a manutenção no Executivo.

“Aqui tem as minhas previsões para uma remodelação, que pode acontecer em agosto, em setembro ou outubro”, rematou.

Além de avançar com vários nomes para a remodelação do Governo, Marques Mendes também apontou um possível substituto de António Costa. De acordo com o comentador, Pedro Nuno Santos será provavelmente o líder do PS a seguir ao atual primeiro-ministro.

Rui Rio acabou com o “tabu” da sua eventual saída

Referindo-se à entrevista de Rui Rio ao Expresso, Marques Mendes disse este domingo que a mesma foi “curiosa e interessante”, sobretudo porque que o líder dos “laranjas” reconheceu que vai mudar de estratégia de oposição.

“Vai apostar mais nas diferenças que tem com o PS. É positivo. O país precisa de ter uma alternativa. Para isso precisa de perceber onde é que o PSD é diferente do PS”, refere o comentador.

Destaca ainda que Rio acabou com as dúvidas sobre a sua hipotética saída. “Quer ser primeiro-ministro, vai a jogo no próximo Congresso e até vaticina que não terá um adversário forte”, realça.

Sem Passos Coelho na corrida, Marques Mendes considera que o mais bem posicionado para disputar a liderança seria, neste momento, Paulo Rangel, apesar de poder haver vários candidatos.

Para concluir, o ex-líder do PSD referiu que Rio ganhar ou perder a eleição vai depender sobretudo da “oposição interna estar unida ou dividida”.

Ana Isabel Moura, ZAP //

02/08/2021