RETORNAR ÀS NOTÍCIAS - 3.800 euros por mês. Genebra aprova o primeiro salário mínimo (e é o mais alto do mundo)


01-10-2020 21:24h Vários

Os habitantes de Genebra, na Suíça, aprovaram, este domingo, a proposta de um salário mínimo de 23 francos suíços por hora (equivalente a cerca de 21,30 euros) para todos os que trabalham na cidade.

 

De acordo com o jornal espanhol La Vanguardia, Genebra é uma das cidades mais caras do mundo, com o aluguer de um apartamento de dois quartos a custar em torno de três mil francos e um café a custa entre quatro a cinco francos.

O salário mínimo garantido será de 4.086 francos suíços por mês para 42 horas de trabalho por semana, cerca de 3.785 euros – é os alário mínimo mais alto do mundo.

Os sindicatos estimam que cerca de 30 mil pessoas serão afetadas pela medida em setores como a hotelaria e restauração, limpezas, estética e comércio.

A medida é uma raridade no país: apenas três cantões, de 26, adotaram o salário mínimo, juntamente com Jura e Neuchâtel. O Executivo do cantão e os partidos de centro e direita pediram para rejeitar a proposta.

A votação enfrentou vários contratempos no passado. Em 2014, os eleitores votaram contra a introdução de um salário mínimo para toda a confederação. Foram necessário três vezes em Genebra para que os partidários desta medida social finalmente convencessem 58% do eleitorado, cerca de 500 mil eleitores, de acordo com os resultados oficiais publicados no domingo.

Partidos de esquerda e sindicatos apresentaram a medida como forma de combater a pobreza e a precariedade. A pandemia de coronavírus está a atingir em força uma cidade que depende muito do turismo, viagens de negócios e das idas e vindas de milhares de diplomatas, especialistas e outros funcionários importantes que visitam as muitas agências da ONU baseadas em cidades.

A pobreza é cada vez mais visível em Genebra, onde não é incomum encontrar longas filas para receber alimentos ou outros bens essenciais.

Cerca de 17 mil trabalhadores recebem atualmente menos desse salário mínimo, segundo vários sindicatos, afirmando que duas em cada três são mulheres.

ZAP //

01/10/2020